O blog andou meio de lado, mas estou retomando com um post pra lá de especial...
28 de junho entraria para o história como o dia mais importante no calendário do casal Alves Seade, a data em que viraríamos uma família de verdade. Quem diria, com tanta preparação e planejamento, o Davi foi nascer de susto.
Explico...
A 1h15 o Lu me acordou com um berro por causa de um pesadelo, quase morri do coração. Fui ao banheiro e quando desci da cama, veio aquela enxurrada, que não era xixi, mas o sinal de que logo o Davi estaria com a gente. ♥
Eu vinha me preparando para o parto normal e ocorreu exatamente como eu imaginava. Só que nos meus planos eu teria contrações, ficaria em casa o máximo de tempo possível, curtindo aquele momento e, no final, estouraria a bolsa. Apesar dessa mudança, não me desesperei. Tomei um banho, enquanto o Lu terminava de arrumar as malas e partimos rumo ao hospital Mãe de Deus.
Minha bolsa estourou a 1h15 e as contrações começaram por volta de 2h40, bem fraquinhas. Enquanto o Lu fazia minha entrada no hospital, fui me preparando e estava com apenas 1 cm (mesma dilatação que eu tinha com 33 semanas de gestação). Pensei... Vixi, esse trabalho de parto vai demorar, devia ter ficado mais tempo em casa... mas eu estava enganada.
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| Na sala de pré-parto |
Eu e o Lu nos direcionamos pra sala de parto - minha médica só chegou às 6h, pois estava tudo sob controle. Ficamos lá só nos dois, a meia luz, curtindo aquele momento que era só nosso. O Lu, alem de me dar apoio, carinho e incentivo, anotou as contrações em um aplicativo que nos mostrava que o Davi estava perto de vir pros nossos braços.
Por volta das 4h30, eu tinha 5cm de dilatação e as dores começavam a ficar intensas. Eu lembrava de tudo que tinha aprendido na ioga pra tentar relaxar e reduzir as dores, respirava fundo, abria bem os ombros, mas na hora do pega pra capar, a posição fetal era a que melhor "me representava".
Quando minha médica chegou, ja tinha 9 cm de dilatação, mas ele estava muito no alto ainda, seria preciso esperar mais um pouco. Ela ficaria na salinha ao lado, voltaria dali algum tempo.
A essa altura eu ja não era mais a Daniele tranquila que muitos conhecem. (Ate os 9 cm, eu mal tinha emitido som, estava em silêncio). Agora, eu me sentia selvagem, quando a contração vinha, os gritos tomavam conta de mim, de forma involuntária. Até que eu senti: estava chegando a hora. Foram as piores e melhores dores que eu tive na vida. Pedi que o Lu chamasse minha médica. Ela me examinou e saiu gritando: PARTO, PARTO. O quarto foi invadido pela equipe de enfermeiras e pediatra, que comemorava muito, como se não fosse algo muiiito comum um parto normal. Minha médica me deu as instruções e aprendi direitinho. Duas contrações expulsivas depois, Davi foi amparado pela dra. Alessandra. O pai Lu filmou tudinho, sem desmaios...
Às 8h42, sem qualquer anestesia, ou intervenções desnecessárias, o Davi estava conosco. Veio direto pros nossos braços, antes de qualquer participação da pediatra, exatamente como tínhamos sonhado. Sete horas e meia depois, nosso pacotinho chegou com 37 semanas, 3.155kg e 50, 5cm. E assim começou o dia mais importante de nossas vidas...
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| Uma das nossas primeiras fotinhos como família |