quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O Davi chegou...


O blog andou meio de lado, mas estou retomando com um post pra lá de especial...

28 de junho entraria para o história como o dia mais importante no calendário do casal Alves Seade, a data em que viraríamos uma família de verdade. Quem diria, com tanta preparação e planejamento, o Davi foi nascer de susto.
Explico...

A 1h15 o Lu me acordou com um berro por causa de um pesadelo, quase morri do coração. Fui ao banheiro e quando desci da cama, veio aquela enxurrada, que não era xixi, mas o sinal de que logo o Davi estaria com a gente. ♥

Eu vinha me preparando para o parto normal e ocorreu exatamente como eu imaginava. Só que nos meus planos eu teria contrações, ficaria em casa o máximo de tempo possível, curtindo aquele momento e, no final, estouraria a bolsa. Apesar dessa mudança, não me desesperei. Tomei um banho, enquanto o Lu terminava de arrumar as malas e partimos rumo ao hospital Mãe de Deus.

Minha bolsa estourou a 1h15 e as contrações começaram por volta de 2h40, bem fraquinhas. Enquanto o Lu fazia minha entrada no hospital, fui me preparando e estava com apenas 1 cm (mesma dilatação que eu tinha com 33 semanas de gestação). Pensei... Vixi, esse trabalho de parto vai demorar, devia ter ficado mais tempo em casa... mas eu estava enganada.


Na sala de pré-parto


Eu e o Lu nos direcionamos pra sala de parto - minha médica só chegou às 6h, pois estava tudo sob controle. Ficamos lá só nos dois, a meia luz,  curtindo aquele momento que era só nosso. O Lu, alem de me dar apoio, carinho e incentivo, anotou as contrações em um aplicativo que nos mostrava que o Davi estava perto de vir pros nossos braços.

Por volta das 4h30, eu tinha 5cm de dilatação e as dores começavam a ficar intensas. Eu lembrava de tudo que tinha aprendido na ioga pra tentar relaxar e reduzir as dores, respirava fundo, abria bem os ombros, mas na hora do pega pra capar, a posição fetal era a que melhor "me representava".

Quando minha médica chegou, ja tinha 9 cm de dilatação, mas ele estava muito no alto ainda, seria preciso esperar mais um pouco. Ela ficaria na salinha ao lado, voltaria dali algum tempo.

A essa altura eu ja não era mais a Daniele tranquila que muitos conhecem. (Ate os 9 cm, eu mal tinha emitido som, estava em silêncio). Agora, eu me sentia selvagem, quando a contração vinha, os gritos tomavam conta de mim, de forma involuntária. Até que eu senti: estava chegando a hora. Foram as piores e melhores dores que eu tive na vida. Pedi que o Lu chamasse minha médica. Ela me examinou e saiu gritando: PARTO, PARTO.  O quarto foi invadido pela equipe de enfermeiras e pediatra, que comemorava muito, como se não fosse algo muiiito comum um parto normal. Minha médica me deu as instruções e aprendi direitinho. Duas contrações expulsivas depois, Davi foi amparado pela dra. Alessandra. O pai Lu filmou tudinho, sem desmaios...

Às 8h42, sem qualquer anestesia, ou intervenções desnecessárias, o Davi estava conosco.  Veio direto pros nossos braços,  antes de qualquer participação da pediatra, exatamente como tínhamos sonhado. Sete horas e meia depois, nosso pacotinho chegou com 37 semanas, 3.155kg e 50, 5cm. E assim começou o dia mais importante de nossas vidas...


Uma das nossas primeiras fotinhos como família

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